
(aquarela sobre papel, 18 x 15 cm.)
Há quem diga que eras atrás a Terra tenha lançado toda sua poesia sonhando conquistar o amor da Lua. Todavia, a cintilante insistiu em manter a sua distância, mais fria do que a fria noite. A Terra então seguiu caminho, tentando elegantemente não girar ao redor da Lua. E, pouco a pouco, cada vez mais, aquela paixão nova, que crescera e abundou todo o cosmo, enfim minguou. Só então, no escuro profundo das estrelas, a Terra revirou-se a si mesma em busca de outra luz que a beijasse: encontrou o Sol!
